Em 2013, sofri uma falência inesperada e fui abandonado pela minha namorada. Sem alternativas, acabei trilhando o caminho de desenterrar sepulturas e saquear túmulos. Assim, um mundo estranho e enigmático se revelou diante dos meus olhos.
Meu nome é Chen Xuan.
Sou um homem de negócios, atualmente morando em Shenzhen.
Como diz o velho ditado: quando a maré é de azar, até um gole de água pode engasgar e matar. Jamais imaginei que um dia me veria envolvido numa situação tão estranha e desafortunada.
Três dias atrás, estava com alguns parceiros de negócios em um hotel, discutindo trabalho. Depois de comer e beber à vontade, o encontro terminou já passava das quatro da tarde. Tinha bebido um pouco demais, então decidi não pegar um táxi e preferi caminhar para casa, aproveitando para clarear a mente.
Do hotel até meu apartamento era preciso atravessar uma rua. Perto do caminho havia uma cerca de pedra e, do outro lado, um “grande rio”. O povo daqui é engraçado: até um esgoto fedorento chamam de rio. Na minha terra natal, um verdadeiro rio tem setenta ou oitenta metros de largura. Um “grande rio” desses, em Shenzhen, não passa de um canal para nós.
Ao passar pelo canal, o álcool começou a subir, senti a cabeça confusa e o corpo esquentando. Tirei o paletó, carreguei no braço e respirei fundo, tentando dissipar a vertigem com ar fresco.
Mas... que nada! Só consegui respirar fumaça de escapamento! No entanto, o mau ar até ajudou a me acordar um pouco, e foi então que percebi que havia um grupo de pessoas reunidas à beira do rio: eram idosos, aposentados, sem muito o que fazer, passeando por ali.
Uma das paixões do povo chinês é se aglomerar diante de qualquer acontecimento. Tanta gente junta, será que tinha ocorrido algo?
Como não tinha compromissos, fui até lá, pale