Renascimento: Dizem que era 1984

Renascimento: Dizem que era 1984

Autor: A fumaça da espiral de mosquito começava a subir.

Tudo começou com um acontecimento que desafiava toda a lógica: um designer, cuja experiência vinha do mundo dos celulares piratas, de repente se viu transportado para o ano de 1984. Antes dessa travessia no tempo, ele já tinha trabalhado com aparelhos de marca branca, telefones funcionais de baixo custo, e até mesmo com smartphones genéricos. Projetava dispositivos acessíveis para países como os do continente africano, a Índia e o Paquistão, sempre pensando nos irmãos menos favorecidos, criando celulares, tablets e computadores montados, todos baratos e com grande sucesso de vendas. O forte dele era mesmo o hardware. Estava acostumado a lidar com gigantes como Samyung, Sônia, Filipe, Motora, Texano e Intelbras. Eles se recusavam a fornecer chips? Sem problema. Ele estava pronto para usar as próprias patentes deles contra eles mesmos. Seu desejo era simples: queria apenas fabricar um telefone! Sem fio, funcional no 2G, nada de tentar abocanhar o grande bolo deles. Queria participar da elaboração das regras do jogo. Não tinha poder para ditar as regras, mas bastava um assento à mesa. Caso não lhe fosse concedido, ele não hesitaria em ser o elemento perturbador, o agente do caos. Afinal, não estava ali para brincar. — Renascido: Assim Começa 1984

Renascimento: Dizem que era 1984

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Prefácio

Tudo renasce — "Falando de: 1984"
por Nuvem Flutuante

Renascer é um instante de iluminação, o ápice da jornada, a vitalidade que sequer o fogo devorador consegue extinguir, uma teimosia diante do destino caprichoso, um novo recomeço após testemunhar toda a efervescência e purificar tudo.
Para Espiral, o renascimento é um ressurgimento das profundezas, uma verdadeira metamorfose.
Todos experimentam erros ao longo da própria vida; muitas vezes, basta perder uma oportunidade para que o rumo do destino se altere. O passar do tempo e o peso das responsabilidades familiares inevitavelmente desgastam a ousadia da juventude e a obstinação diante dos sonhos. Muitos tentam mudar, atacando de todos os lados, buscando romper a própria existência, mas quase sempre terminam cobertos de cicatrizes, e então escolhem o chamado conformismo.
Mas quem, de fato, aceita o próprio destino?
Vivemos numa sociedade carente de fé; por isso, a cultura dos guerreiros caiu em desuso, e a ausência de nobreza torna as amizades autênticas ainda mais preciosas. Em tempos tão agitados, conseguir aquietar-se e viver com serenidade é, embora uma espécie de compromisso com o passado ao chegar à maturidade, também uma manifestação de sabedoria ao enxergar além das aparências.
Quando alguém se apaixona pelas palavras, nasce um vínculo que durará toda a vida. Agora ele retorna à escrita, e como seu amigo, sinto alegria. O nome Espiral Ascendente deve acompanhar seu novo romance, "Renascimento". O que mais desejo ver é sua persistência, florescendo e frutif

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