Este é um mundo onde os estudiosos dominam as forças do céu e da terra. Com talento literário no corpo, é possível matar inimigos com poemas, destruir exércitos com versos e pacificar o mundo com ensaios. Um licenciado empunha o pincel, debatendo estratégias no papel; um bacharel elimina adversários, compondo frases de impacto; um douto, em sua fúria, trava batalhas com palavras afiadas. Quando o sábio supremo aparece, seus discursos e escritos podem condenar pessoas, julgar tiranos e desafiar um império inteiro. Neste tempo, a Academia Sagrada controla os títulos literários, o monarca detém os cargos oficiais, dez reinos competem entre si, tribos bárbaras espreitam como tigres e hordas de demônios semeiam o caos. Não há florescimento de poesia como na era Tang, nem esplendor de versos como na era Song, tampouco obras inovadoras; há cem anos não surge um novo sábio. Um jovem humilde e desconhecido, após ter a cabeça ferida por outros, carrega consigo poemas e versos eternos, escreve textos capazes de surpreender até os mais sábios e parte em busca do caminho supremo da santidade literária. ——— Um novo autor e uma nova obra precisam de coleções, votos de recomendação e cliques. Peço o seu apoio!
Continente Sagrado Yuan, Reino Jing, Jiangzhou, Grande Prefeitura Yuan, Condado Ji.
O céu estava de um azul límpido, o sol brilhava intensamente, pássaros cantavam felizes, e no chão espalhavam-se folhas e pétalas derrubadas pela chuva noturna, anunciando a exuberância da primavera.
Fang Yun sentia o corpo gelado, despertou assustado e olhou ao redor, confuso.
Percebeu que estava deitado sobre lajes úmidas em um beco, apressou-se em apoiar-se na parede para se levantar, sentindo todo o corpo dolorido e ardendo.
“Eu me lembro claramente do incêndio na biblioteca, depois pulei pela janela para fugir, como vim parar aqui? Que lugar é este?” pensou, intrigado.
Pelo canto do olho, notou que as roupas não eram as suas. Olhou para baixo, assustou-se ao ver-se vestido com um grosseiro traje de linho antigo, sujo de lama e sangue. Os braços eram finos e pequenos.
Ao lado, havia uma pequena poça d’água. Fang Yun olhou e viu refletido seu rosto.
“Não é o meu eu de quatorze ou quinze anos?”
De repente, uma dor lancinante atravessou-lhe o cérebro, estrelas dançaram diante dos olhos, e uma torrente de memórias invadiu-lhe a mente. Cerrou os dentes, enquanto o suor brotava da testa.
Ninguém sabe quanto tempo passou até que retomasse a calma. Seu olhar ficou complexo, e começou a rememorar as novas lembranças.
“Afinal, aqui já não é a Terra, mas sim o Continente Sagrado Yuan, um lugar do qual nunca ouvi falar. Este jovem, também chamado Fang Yun, já havia sido morto a pancadas. Será que morri ao cair da biblioteca e, por acaso,