Quando Wen Yan escolheu aquela que considerava a profissão mais segura, “Predador Natural”, tinha certeza de que seu destino não seria como o dos outros, fadados a mortes trágicas em suas respectivas carreiras. No entanto, tudo mudou quando ele se deparou com a Fera Devoradora de Almas, uma criatura colossal de mais de dez quilômetros de comprimento, cujo atributo era “Invencível”. Nesse momento, percebeu que talvez, só talvez, as coisas não fossem exatamente como imaginara. “Mostre toda a sua imponência e grite para a Fera Devoradora de Almas: ‘Eu sou o seu pai’, assim ativará a sua primeira habilidade fixa de profissão.” Observação: Para quem prefere personagens menos magros, vale a pena conferir meus romances anteriores, “O Cultivador Supremo” e “O Senhor dos Caminhos Sinistros”, ambos com milhares de assinaturas e grande sucesso.
Sobre uma mesa de computador individual, coberta de cinzas de cigarro, a tela tremeluzia levemente; o teclado, já gasto pelo uso, tinha as teclas wasd tão polidas que as letras mal podiam ser vistas, e as pontas dos cigarros no cinzeiro pareciam um ouriço.
Ao lado, o gabinete do computador, coberto por uma fina camada de poeira, abrigava uma ventoinha que gritava em esforço máximo, exaurida e ruidosa.
No centro de um vasto salão metálico, com centenas de metros quadrados e completamente vazio, repousava apenas essa mesa de computador solitária, com um equipamento comum, de alguém que se dedicava a jogos.
O teclado estava disposto de modo inclinado, sem ninguém a comandá-lo, mas era possível ver as teclas pulsando sozinhas; o mouse, à sua esquerda, movia-se com agilidade em pequenos saltos, como se fosse operado por um jogador profissional.
Na tela, em um jogo de gráficos rudimentares, uma frase pairava:
"O chefe mundial está prestes a aparecer."
Abaixo, um contador regressivo:
"3:0:1:47"
Do lado de fora do salão fechado, um grupo de pessoas mantinha o semblante grave, observando as imagens no monitor.
Na parte superior da tela lia-se: "Computador do Apocalipse, número 007".
"Encontraram alguma pista?"
"Nenhuma pista."
Após essas duas frases, caiu um silêncio absoluto. Ninguém mais falou; todos fixavam os olhos no monitor.
Quando o contador chegou a "3:0:0:0", as letras formadas por pixels acima dele piscaram.
"