Destruir a Roda

Destruir a Roda

Autor: A estepe dos cavalos galopantes

Com o esgotamento da energia espiritual sob o céu, muitos cultivadores passaram a seguir o Caminho dos Fantasmas, e, de repente, eclodiu em grande escala a prática de criar marionetes humanas e marionetes de cadáveres. Somadas às perturbações dos demônios e monstros, a população caiu na miséria, com lamentos por toda parte. Além disso, muitos poderosos, e antigas criaturas de milênios cuja vida estava chegando ao fim, recusaram-se a partir e, pela prática espectral, continuaram a causar mal ao mundo. O pequeno espírito primordial ergueu-se ao céu e destruiu deuses, destruiu a si mesmo e destruiu a roda da reencarnação. E também purificou o mundo humano.

Destruir a Roda

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Capítulo Um: O Nascimento

No caos primordial havia um grão de poeira, tão diminuto que não podia ser visto a olho nu; contudo, dentro dele existia um mundo, e os seres que ali viviam acreditavam que seu universo era infinitamente vasto.

Apenas alguns poucos que conseguiam voar até o céu sabiam que esse mundo era, na verdade, uma enorme esfera. Chamavam essa esfera de Primórdio, pois acreditavam que ali estava o início de tudo, dando ao mundo o nome de Mundo Primordial.

Eles voavam sempre numa única direção, mas ao final acabavam retornando ao ponto de partida. Chamavam a esfera de Terra, e o espaço sobre ela de Céu, que era alto, infinitamente alto — pelo menos, nunca haviam conseguido alcançar seu limite.

À beira-mar, próximo ao oceano azul do continente Sul, repousava uma ilha, onde havia um lago de menos de trinta metros de largura. A superfície da água refletia tons de verde das plantas ao redor, e o vento suave criava ondulações calmas e harmoniosas.

De repente, no centro do lago, começaram a surgir bolhas d’água, cada vez maiores, até que uma grande protuberância apareceu. Um clarão branco saltou do lago, transformando-se num menino rechonchudo de pele rosada. Seu rosto de bebê era adornado por olhos enormes e curiosos, que investigavam o mundo ao redor.

Ele estava completamente nu; braços e pernas gorduchos, bumbum arredondado, boca pequenina — adorável em extremo. O mais estranho era que estava sentado, suspenso no ar. Olhava ora para a esquerda, ora para a direita, emitindo pequenos sons de alegria.

Após observar por algum tempo, começou a flutuar em d

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