O Cavalheiro do Fim

O Cavalheiro do Fim

Autor: A Fei, Vestida de Amarelo

Ó fatigado leitor, é-me uma honra que, entre os pesados e sombrios corredores desta biblioteca, tenhas escolhido justamente este livro. Lamento, contudo, informar que este livro está enfermo. Teus dedos devem ser capazes de sentir, na superfície da capa, aquelas protuberâncias que cresceram como tecidos anômalos; as palavras outrora escritas parecem vermes parasitas fincados nas páginas, ansiando por alguém que observe seus movimentos sinuosos, que os sinta, os decifre, que toque, enfim, a essência adoecida desta narrativa. Se ainda assim insistes em tomar este volume emprestado, rogo-te que examines regularmente o estado de tua própria saúde.

O Cavalheiro do Fim

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100capítulos Capítulo

Capítulo Um: Regras

Neste vasto mar, negro como tinta, flutuavam inúmeras embarcações.
Havia frágeis canoas destinadas a um único ocupante,
barcas capazes de transportar múltiplos passageiros,
e, por vezes, avistava-se até mesmo navios de grande porte com centenas de almas a bordo.
Contudo, independentemente da embarcação em que se encontrassem, todos pareciam imersos num estado de pura confusão;
suas memórias eram lentamente arrastadas pelo oceano,
ninguém sabia qual seria o destino final, ninguém se dava conta de que já havia morrido.

No entanto,
sobre este mar que deveria conduzir às terras dos mortos, erguia-se uma torre de luz,
um farol semioculto pela névoa.
O facho que de seu topo irrompia caía, por mero acaso, sobre uma das canoas,
atraindo-a com seu brilho,
guiando o jovem que nela se encontrava até junto ao farol.
À medida que a claridade se intensificava,
os olhos outrora escurecidos e sem vida do rapaz iam desvanecendo o negro opaco, recobrando um fulgor humano.
Ele sentiu, pouco a pouco, uma ardência provinda daquela luz,
e, assim que a canoa se aproximou o suficiente,
linhas incandescentes trespassaram-lhe o crânio—
trazendo consigo uma voz, como se vinda do mundo dos vivos a chamá-lo.

Zumbido!

Já não era o mar escuro que via diante dos olhos,
mas sim uma mesa de madeira antiga, marcada por rugas profundas.
O jovem, ao abrir lentamente as pálpebras, encontrava o olhar dirigido à chama trêmula de um lampião a querosene, pousado no canto direito da velha mesa.
O

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