Há um mês, Zhang Heng descobriu que seu dia havia ganhado vinte e quatro horas extras; ao mesmo tempo, foi arrastado para um jogo perigoso... Uma narrativa de fluxo infinito, com tom leve. Não se prenda aos detalhes—aprecie como se fosse uma série da TVB.
Zhang Heng descobriu, há cerca de um mês, que ao seu dia haviam sido acrescentadas vinte e quatro horas inteiras.
A primeira alteração deu-se no seu relógio: um SeaStar Automatic III, produzido pela suíça Tissot, presente de aniversário dos dezoito anos, enviado por seus pais que viviam então distantes, na Islândia.
Uma compra feita de modo displicente pelo Taobao, o vendedor despachou a encomenda e, para piorar, ainda preencheram o endereço errado, trocando até mesmo a turma.
Zhang Heng já nem se dava ao trabalho de reclamar daqueles dois. Antes mesmo de ele concluir o ensino fundamental, seus pais, movidos por um ímpeto incontrolável, já haviam se apressado em fazer as malas e partir para a Europa em busca de uma nova vida.
Conheceram-se numa conferência acadêmica; ambos exerciam a profissão de teólogos — como o nome indica, eram especialistas no estudo de mitologia e religião. Ora, numa pátria grandiosa, regida pelo materialismo, tal ofício evidentemente não oferecia as melhores perspectivas.
Diferiam, contudo, daqueles charlatães espalhafatosos. Os pais de Zhang Heng eram, de fato, autênticos eruditos: um formado pela Universidade de Oxford, especializando-se em mitologia nórdica e grega; o outro, mestre pela Universidade de Durham, dedicando-se à mitologia cristã, com diversos artigos publicados e, ao que se dizia, considerável influência no meio acadêmico.
Ainda assim, ao regressarem ao país natal, nenhum dos dois conseguiu firmar-se.
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Coincidentemente, o orientador do pai de Zhang Heng aceitou um grande projeto e