Uma história com um certo tom nostálgico. …………………… Grupo
1983, maio.
O Norte acabava de se despir do frio; o calor surgia timidamente, e a poeira sob o sol misturava-se ao aroma desgastado de uma época passada, pousando suavemente sobre o verde tenro de um velho salgueiro. O salgueiro encostava-se à beira da estrada; seus ramos densos cobriam a entrada de uma casa de dois andares, onde pendiam duas placas: Troupe de Artes Performáticas de Ancheng, Associação dos Trabalhadores das Artes Performáticas de Ancheng.
No andar superior, as salas administrativas; abaixo, o salão principal, de onde ecoavam, discretos, sons de cordas, tambores e tábuas percussivas, misturados aos clamores e às batidas dramáticas das apresentações.
“O cavalo se perde à beira do precipício, o cavalheiro ergue os olhos e vê: homens de pedra, cavalos de pedra, até mesmo o chanceler de pedra; há porcos de pedra, ovelhas de pedra, pontes suspensas de pedra, colunas que tocam o céu, e o cão celestial dividido à esquerda e à direita…”
O salão era amplo, as pessoas dispersas em grupos. No canto sudeste, uma senhora de idade avançada segurava a tábua com a mão esquerda e, com a direita, batia ritmadamente no tambor plano, acompanhando a narrativa com precisão e intensidade. Era um trecho célebre de “Os Generais da Família Yang” no estilo Xihe Dagǔ, chamado “O Processo de Pan e Yang”. Ao lado, um velho de barba branca dedilhava o sanxian, acompanhando o canto; diante deles, quatro ou cinco discípulos atentos escutavam.
Perto dali, no palco, quatro figuras vestidas de roupas floridas ensaiavam uma peça de teatro local. Na parte inferio