Yu Jingqian adoeceu e morreu; mal o médico pronunciou a frase que declarava seu óbito, ela abriu os olhos e se viu transportada para o Continente dos Orcs, começando a viver em convivência com orcs primitivos… Os orcs se organizavam por clãs tribais, moravam em tocas e viviam ao relento, no mato, em meio a hábitos selvagens, como carne e sangue. Ela, doente e fraca, não suportava aquela vida de andar pela relva e dormir sob o céu aberto. Para sobreviver, com a ajuda do Sistema de Coleta de Todas as Espécies, ela lutou para se manter viva. Desde fazer fogo por fricção, construir casas, plantar milho e batata-doce, extrair sal grosso, fabricar açúcar branco, fiar roupas de cânhamo… porém, quanto mais orcs ela ensinava, mais quentes e intensos ficavam os olhares que eles lhe lançavam…
“Uau!” Um jorro de sangue escarlate escapou de sua boca, incontrolável. Yu Jingqian segurou a boca com uma mão, sentindo o sangue viscoso escorrer entre seus dedos com um som claro e contínuo.
“Sistema, sinto que vou morrer...” lamentou internamente.
O som de estática do sistema ecoou em sua mente: “Fique tranquila, ainda não é hora de morrer. Mas, se não conseguir coletar o pelo do Homem-Fera Raposa de Neve, nem eu posso garantir sua sobrevivência.”
Apoiando-se no tronco robusto ao seu lado, Yu Jingqian agachou-se lentamente. A dor ardente em seu peito só começou a amenizar após um longo momento. Enxugando as lágrimas que brotavam dos cantos dos olhos, ergueu o olhar e viu, a seis ou sete metros à frente, entre os arbustos, uma raposa magnífica de pelagem totalmente branca.
Ao redor, a vasta floresta primitiva se estendia, com árvores gigantes e sombras douradas caindo sobre o chão de ervas secas. A raposa branca, destacando-se no verde profundo do bosque, era uma presença estranha e inesperada.
Yu Jingqian escondeu-se atrás do tronco, observando cautelosamente cada movimento da raposa. O animal estava de costas para ela, deitado com prazer ao sol, os olhos dourados e selvagens semicerrados, alerta e indomado.
Ela segurou o sangue quente que ameaçava subir pela garganta, sentia o peito pulsar intensamente e a visão escurecer. Era o prenúncio de sua enfermidade...
Em sua mente turva, recordou vagamente: um instante antes, o anúncio gélido do médico sobre sua morte parecia ecoar ainda em seus ouvidos; no instante seguinte, ela se